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Curiosidades sobre a escritora Clarice Lispector
Autor: Biblioteca
Data: 28/07/2016

Registrada como Chaya Pinkhasovna Lispector, Clarice Lispector nasceu em 10 de dezembro de 1920 na aldeia de Chechelnyk, região da Podólia. Filha dos judeus russos Pinkhas Lispector e Mania Lispector (nascida Krimgold), seu nascimento se deu em meio aos preparativos da família para a fuga do país, em razão do antissemitismo resultante da Guerra Civil Russa (1918-1920).

De acordo com ela, “como eu não tinha orientação de nenhuma espécie sobre o que estudar, fui estudar advocacia”. Apesar da relutância do pai, que temia mudanças estressantes na filha, ela seguiu com seus planos e tinha um objetivo: “Minha ideia ... era estudar advocacia para reformar as penitenciárias”.

Em 1940, aos dezenove anos, seu interesse por direito havia diminuído, ao passo que por literatura aumentado, e ela publicou, em 25 de maio, seu primeiro conto conhecido, Triunfo, na revista Pan, em que contava os pensamentos de uma mulher abandonada por seu companheiro.

Em 12 de janeiro de 1943, obteve a naturalização, e, em 23 de janeiro, em cerimônia civil,casou-se com Maury Gurgel Valente. No mesmo ano ela e o marido formaram-se em Direito.

Sabe-se que Clarice Lispector dominava pelo menos sete idiomas: português, inglês, francês e espanhol, fluentemente; hebraico e iídiche, com alguma fluência; e russo, com pouca fluência levada da infância. Como tradutora para o português, entretanto, utilizou somente o inglês, o francês e o espanhol.

A publicação Perto do coração selvagem foi publicada em 1943 e recebida com furor no meioliterário, causando principalmente elogios da crítica especializada e comparações com escritores europeus como Virginia Woolf, James Joyce e Marcel Proust, o que irritou Clarice, que anos mais tarde negaria a influência e afirmaria na época não ter lido nenhum livro desses autores. Também então começou-se um processo de mitificação da autora através do início dos boatos de que Lispector era um pseudônimo de um escritor famoso. A principal crítica negativa, de Álvaro Lins, sugeria que “temperamentos femininos” enfraqueciam a obra.

No total, a obra de Clarice Lispector recebeu mais de 200 traduções para mais de 10 idiomas, do tcheco ao japonês, sendo mais de 179 traduções integrais de livros e 25 de contos publicados em periódicos. Seu livro mais traduzido é: A hora da estrela, com 22 traduções.

Em 1961 publica o romance A maçã no escuro. Recebe o Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro, por Laços de família.

Na madrugada de 14 de setembro a escritora dorme com um cigarro aceso, provocando um incêndio.  Seu quarto ficou totalmente destruído. Com inúmeras queimaduras pelo corpo, passou três dias sob o risco de morte, e dois meses hospitalizada. Quase tem sua mão direita, a mais afetada amputada pelos médicos. O acidente mudaria em definitivo a vida de Clarice.

Para manter seu nível de renda, aumenta sua atividade como tradutora. Verte, entre outros, "O retrato de Dorian Gray", de Oscar Wilde, adaptado para o público juvenil, pela Ediouro.

Clarice morre, no Rio, no dia 9 de dezembro de 1977, um dia antes do seu 57° aniversário.

No ano passado um livro de Clarice Lispector foi indicado no Top 100 do New York Times.

Em nosso acervo há várias obras de Clarice Lispector, bem como algumas obras de outros renomados autores traduzidos por ela. Ainda não leu nenhuma obra da Clarice? Consulte o acervo e solicite suas obras por empréstimo com a Biblioteca Circulante através do email: biblioteca@fundacaodorina.org.br ou pelo telefone 11 5087-0990 e também efetue o download via Dorinateca consultando a opção acervo.

fonte: http://www.releituras.com/clispector_bio.asp                                                                                                                                                                                                             https://pt.wikipedia.org/wiki/Clarice_Lispector

 

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